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sexta-feira, 29 de junho de 2018

"Pareço uma destas árvores que se transplantam..." (Miguel Torga)



Como a gente se perde! A linguagem que o meu sangue entende — é esta. A comida que o meu estômago deseja — é esta. O chão que os meus pés sabem pisar — é este. E, contudo, eu não sou já daqui. Pareço uma destas árvores que se transplantam, que têm má saúde no país novo, mas que morrem se voltam à terra natal.

Miguel Torga, Diário