Eu estava habituada a vir para casa com um velho amigo
Que me punha a mão nos ombros. Eu raramente tropeçava
Porque dele irradiava o calor das macieiras e a paz das
Tílias. Era a árvore dos meus passos. E, regressando a casa,
Regressava à Paisagem que humana me fazia.
Maria Gabriela Llansol
(Fotografia de Renan Luna, 2016)
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segunda-feira, 6 de abril de 2026
Maria Gabriela Llansol - “Eu estava habituada a vir para casa…”
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Saber esperar alguém (Maria Gabriela Llansol)
Blogue Cadeirão Voltaire
Saber esperar alguém…
Não há mais sublime sedução do que saber esperar alguém.
Compor o corpo, os objectos em sua função, sejam eles
A boca, os olhos, ou os lábios. Treinar-se a respirar
Florescentemente. Sorrir pelo ângulo da malícia.
Aspergir de solução libidinal os corredores e a porta.
Velar as janelas com um suspiro próprio. Conceder
Às cortinas o dom de sombrear. Pegar então num
Objecto contundente e amaciá-lo com a cor. Rasgar
Num livro uma página estrategicamente aberta.
Entregar-se a espaços vacilantes. Ficar na dureza
Firme. Conter. Arrancar ao meu sexo de ler a palavra
Que te quer. Soprá-la para dentro de ti -------------------
----------------------------- até que a dor alegre recomece.
Maria Gabriela Llansol
O começo de um livro é precioso
Assírio & Alvim 2003
Lido em Canal de poesia
Escritora portuguesa, de ascendência catalã pelo lado materno, Maria Gabriela Llansol Nunes da Cunha Rodrigues nasceu a 24 de novembro de 1931, em Lisboa, e morreu a 3 de março de 2008, em Sintra. Formou-se em Direito em 1955 e concluiu o de Ciências Pedagógicas em 1957. (Infopédia).
Atenção ao Espaço Llansol
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